quinta-feira, 2 de setembro de 2010

THE GALO POWER



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THE GALO POWER


Se passaram exatamente 3 anos desde que a The Galo Power fez sua primeira aparição no cenário roqueiro de Goiás, no festival Perro Loco, de 2007. Dentre algumas dificuldades, a maior delas sempre foi mesmo a grana, já que feeling, inspiração e dedicação nunca faltaram para a banda, que passou de dupla pra power trio e atualmente é um quarteto, formado por Bruno Gallo nos vocais e na guitarra, Evandro Galo na bateria, Rodolpho Power no baixo e Salma Soul nos vocais.


Sobre o que é feito pela banda, notoriamente não se trata de revolução musical, mas puramente de influências, devoção e respeito ao que os mestres do segmento do rock deram ao mundo como contribuição. Letras que falam sobre amizade, amor pelo universo, paixões, ódio pelo desprezo e fritações marcam as melodias do primeiro álbum, previsto para ser lançado no início do mês de outubro pela Two Beers or Not Two Beers.


Para aqueles que pensam que a banda busca uma ascensão desenfreada, por shows extravagantes, fiquem calmos... o quarteto não tem pressa, se tem algo que sabem prezar é a simples união dos amigos em um estúdio, executando aquilo que mandam suas almas malditas, a lissergia e seus gostos ultrapassados!


.Qual foi primeira intenção quando montaram a banda?

Então... a princípio nunca houve outra intenção além do simples fato de se divertir e explorar a música naquele paradoxo lissérgico em que vivíamos. Morávamos juntos os primos Gal(l)o e começamos a fazer a trilha sonora de nossas vidas... a partir disso, começamos apenas eu e o Evandro numa brincadeira em casa mesmo, gambiarras de prato com cabo de rodo, meia lua e uma guitarra plugada no amp sujo. As primeiras composições iam surgindo sem pretensão alguma, às vezes encarávamos estúdios, gravamos toscamente nossas primeiras músicas em 2007 (inclusive a Mary me Marry é uma delas e vai sair no Ancient Rise como bônus) até que o Rodolpho se juntou a nós, num dia na lanchonete da FAV, dizendo que tinha tirado as nossas músicas e mostrando prontidão para a presepada que viesse! Posso dizer que hoje as intenções são outras, apesar de sermos todos novos, a idade vai batendo e a seriedade procura seu espaço nisso também.

. Em relação ao som de vocês e a cena de Goiânia,o que acham?

Todos que nos conhecem sabem que a nossa marca é e sempre será um classic rock feito por jovens que nasceram da década de 80, a aceitação é por um lado ótima e também tem um quê de duvidosa, visto que o que progride no quesito rock em Goiânia é um som mais voltado pra década de 80 e 90, sendo mais específico, o Stoner Rock, Garage Rock, Metal, Hardcore, Metalcore e outros "Cores" afins. O lado bom de se fazer esse tipo de som é que ele sempre chega nos ouvidos de quem merece, ou seja, os mais velhos e a jovem guarda que teve acesso a esse tipo de som e sabem respeitá-lo. Aqueles que entendem que o que fazemos é uma reverência àqueles que vieram antes de nós, os dinossauros do rock, que são o ponto de partida pra tudo que existe hoje, respeitam o que é feito por nós e também se divertem, isso é maravilhoso! Por outro lado, existe uma galera mais jovem proveniente dos "cores" (sem generalizar) que dão um certo desprezo a esse tipo de trabalho, porque para eles isso não é novidade, não há originalidade, e não estão errados, a nossa intenção realmente não é de surgir como o "impacto da originalidade musical". Se quiséssemos, estaríamos vivendo uma grande mentira. Goiânia merece sair dessa cegueira coletiva, de que alguns são melhores que outros pois um som é de vanguarda, enquanto outro é velharia. Respeito aos que vieram antes de nós sempre cabe em qualquer contexto. Faz parte dessa cegueira também a arrogância de alguns produtores da cidade, que carregam o estandarte da humildade e da bandeira do underground mas por fim acabam fazendo banquetes nos umbigos uns dos outros e excluindo emergentes de grande potencial, o crédito deles sempre gira em torno de uma mesma mesa.

.Quais são as principais influencias pro som do The Galo Power?
Complicado hein? Ha! Os quatro vieram de berços muitíssimos diferentes, possam crer! O Evandro morou grande parte da vida dele em Jataí, e nessa cidade, ele foi precursor e influenciador da cena punk, com o "Hit Podre" e o "Pedófilos, e dái?", bandas já extintas. Por esse motivo, a veia mais pulsante do Evandro sempre foi o Punk mesmo, mas assim como pra todos os outros três da banda, o rock n roll veio surgindo aos poucos. Eu mesmo era um lixo cultural, sem identidade alguma, até os meus 16 anos. Foi mesmo muito tarde, mas em boa hora, que minha mente aceitou o rock n roll e hoje é sem dúvido o sentido da minha vida. O Rodolpho tem uma veia oitentista muito forte, completamente contaminado pelo rock nacional dessa época e principalmente pelo The Clash. Da Salma posso dizer que ela é o reflexo daquilo que ela sempre disse gostar, as divas do gogó: Elis Regina, Joan Baez, Aretha Franklin, e outras. Hoje, pra falar a verdade, as melodias são impregnadas das coisas boas que andamos explorando juntos, como o Grand Funk Railroad, Nazareth, Ten Years After, The Who, Led Zeppelin, e outros do gênero. Dessa parte melodiosa, eu e o Rodolpho ainda apossamos! Hehehehe! Da parte ideológica, todos contribuem de forma mágica, e como é mágico participar disso com meus amigos!

.Quais são as expectativas pra banda daqui pra frente?
Quando soltamos ao ar a palavra "futuro", a vista nos parece ficar mais turva. Não sabemos a que tipos de análise somos propensos a estar, qual é o nosso nível de aceitação sob vista meramente musical ou mercadológica, e é nessa penumbra que caminhamos. Enquanto isso, estamos reunindo em estúdio, nas casas uns dos outros, em bares, discutindo sobre nossas vidas, nos divertindo, ao mesmo tempo em que isso é uma coisa séria para todos nós. Seguimos a passos lentos para a aceitação do nosso trabalho, onde quer que ela esteja, respeitamos nosso tempo e nossos limites, sem querer atropelar ninguém. Eu creio que vai ser bom pra gente nos projetar pra fora da cidade, buscar outro apanhado de valores e o mais importante, nunca deixar a alegria e a amizade se acabarem.

. E sobre o lançamento do cd?
"Ancient Rise", nossa primeira demo, ou EP (já que terá 10 músicas), parece um jumento a ser parido de tanto tempo que tá levando pra sair. Quando surgiu a oportunidade com o Segundão de lançar pela TBonTB ficamos muito felizes, porque com certeza seria uma forma transparente de se lançar nossa mídia no mercado. A capa eu mesmo fiz, de forma tosca e amadora, com as idéias de todos reunidos em um almoço maravilhoso na casa da Salma num dia de domingo e nesse mesmo dia saiu o nome do CD, que foi sugestão minha. Sem mais delongas, cremos que ele sairá, no mais tardar, no início de outubro, pois ainda estamos gravando as duas últimas faixas do disco, a Odissey e a Lissergic Groove e esperamos que os fãs de um bom classic rock possam ter a oportunidade de segurar um desses em mãos e espalhar esse vírus por onde puder!!




MYSPACE





Lanna C.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Caga-Sangue Thrash apresenta:
Abençoados por Joaquim Extremo – Happy Birthday, Arrombados!


Sabe aquela música do Heresy que compara esse nosso circuito subterrâneo de contracultura com uma bela rede de amizade? Pois é, isso talvez nunca tenha sido tão verdade quanto o que veremos no próximo dia 21 de agosto aqui em Brasa City. Sete bandas fazendo barulho e um bocado de gente feia reunida transformando show de hardcore em festinha de aniversário. Ou vice-versa.

O motivo de tanta folia? Comemorar as três décadas de Capitão Barbosa Oswaldo, os trinta aninhos de Pícaro Merchanda e as vinte e cinco primaveras de Poney Ramos. Sabe como é agosto né? Os filhos das férias de fim de ano. Então, dessa vez não será apenas de circle pit e vela preta que será formado o Caga-Sangue, mas de uma estranha combinação entre mosh e língua de sogra, stage dives e balinha de coco. Se prepare pro sing along em “É pique, é pique” e pointing fingers em “Com quem será”.

Bem, você já deve ter ouvido de algum crente por aí: “mas você tem que acreditar em alguma coisa!”. Tudo bem, tudo bem. A gente acredita. Acredita no faça-você-mesmo como uma maneira de viver alguns sonhos e de tentar transpor ou derrubar algumas barreiras, divisões e opressões que o dia a dia massacrante nos impõe. O finado Joaquim Extremo representava tudo isso. Não é pai, não é patrão, não é marido. Por isso a gente pede a benção a ele.

O lugar escolhido para a festa? Círculo Operário do Cruzeiro Velho. Vamos encher de feiúra contente esse espaço amaldiçoado pelo infortúnio de ter sido construído em cima de um cemitério indígena. Como da última vez, dispensaremos o palco de concreto armado erguido pelo Cara de Cachorro (que também participou como pioneiro da construção do Congresso Nacional) para incrementar a bagunça, a confusão e não distinção entre banda e público colocando todo mundo pra tocar no chão.

O preço da festa é 10 lascas. Lucro não é o nosso objetivo, nunca foi. Esse é o valor o mínimo que a gente pode pedir pra tentar pagar o som, as passagens dos paulistas e o aluguel do espaço. A divulgação é toda feita no contrabando da xerocracia, você inclusive pode ajudar a gente espalhando umas cópias onde conseguir. Além de barulho, bolo e guaraná, ainda teremos: quitutes veganos a preço de banana, desconto pra quem aparecer de bicicleta, distribuição de textos sobre política e cena, venda de zines e materiais independentes.

Como todo aniversário que se preze, teremos belas surpresas. Traga uma você também. Ah, uma marca de todos os shows do coletivo é começar cedo para terminar cedo, para que todo mundo possa aproveitar as mazelas do sistema público de transportes da cidade. A gente é nerd e não gosta de balada. Nessa ocasião não será diferente, ninguém vai precisar dormir na rodoviária. Só se tiver com vontade, né?

As bandas:

DER (SP): Grindcore deselegante de blast beats initerruptos. Voltam a Brasa depois de um devastador concerto ramônico em 2008, no Chamado de Joaquim Extremo. www.myspace.com/derpunk

Kaos Klitoriano: Encontro histórico de uma das mais importantes bandas hardcore feito por e para garotas. www.myspace.com/kaosklitoriano

Terror Revolucionário: Chamam de hardcore livre. Mas a gente explica como crustcore energético de letras libertárias. www.myspace.com/terrorrevolucionario

Ameaça Cigana: Filhos hippies de Caim tentando montar acampamento na Dischord de 81 ou engambelar os caras do Negative Approach. www.myspace.com/ameacacigana

Gracias por Nada: Dissonâncias soturnas e pertubadoras feito por anarcopunx. www.myspace.com/graciazpornada

Golpe de Foice (GO): Depois de desbravar o mundo com a expedição Massivo e Agressivo, os bandeirantes de Formosa nos presenteiam com uma bela mistura de ENT, Terrorizer e Ratos de Porão.www.myspace.com/golpedefoice

Subterror: Estréia crustie abrindo a matinê. Que venham cada vez mais bandas novas de gente nova e de gente velha.


O Coletivo
Caga-Sangue Thrash é um coletivo de pessoas envolvidas com música hardcore-thrash que organiza eventos sob a ética do “faça-você-mesmo” em Brasília. O Caga-Sangue tenta recuperar um pouco da insanidade, animação e espontaneidade na produção de contra-cultura da capital. É a feiura em forma de show de rock. Os shows do Caga-Sangue são uma reunião de desajustadxs sociais. Se você se sente desconfortável no seu trabalho, deslocadx na escola, ou que não pertence às reuniões da sua família, não se preocupe, nós também. Vemos o underground como um espaço para a diferença e não para reprodução das expectativas do resto do mundo. Acreditamos na produção DIY como uma maneira prática de vivermos alguns de nossos sonhos e pelo menos em algum aspecto não termos nossas vidas ditadas pelo dinheiro e status.


No Círculo Operário do Cruzeiro Velho.
21/08/2010 – 17h – 10 Lascas
www.cagasanguethrash.wordpress.com
cagasanguethrash@yahoo.com.br
Se quer uma cena, faça uma cena!
Por favor, sem deus, sem treta e sem nazi.





Lanna C.

domingo, 25 de julho de 2010

Braindeath

Entrevista com Braindeath (SP)

Qual foi o principal motivo da formação do Braindeath?

Felipe - A gente havia saído das nossas respectivas bandas e resolvemos montar uma banda que soasse thrash e tivesse as letras mais hardcore,mais críticas,do que normalmente se faz para o estilo.Talvez seja isso mesmo,alguma coisa de extrapolar o ''estilo'',estilo é só uma coisa que se tem por fora,é só visual,o que importa é o conteúdo.
Tipo,eu saí do Blasthrash - o Rafael ainda toca com eles -,o Natan tocou em bandas de hardcore e o Lauro tocou no Condolencia(entre outras bandas de hardcore),talvez o óbvio era agente montar uma banda de crossover.Mas a gente acabou pensando em fazer desse crossover um crossover de ideias,mantendo uma raiz metal,mas afunilando as letras dentro do punk.


Quais são as inspirações pra composição das músicas?

Felipe - Acho que praticamente tudo que agente ouve e vê acontecendo.Mas quem ouve a demo da gente dá pra perceber que não somos tão originais assim(haha),basicamente acho que Vio-lence,Evildead,DRI,Ratos,MX e Executer,e algumas coisas assim. O lance é que também temos influencias de muitas coisas,até mesmo fora do rock,mas aí e mais em contéudo do que estéticamente.Na hora de escrever algum som,cada um leva o que bolou em casa e no estudio tentamos juntas as partes e as letras a gente fica esperto em temas que a gente acha que acontece no mundo todo de alguma forma,as dificuldades da vida cotidiana pressionada por um sistema opressivo coordenado pelo mercado e pelos políticos que fazem esse mercado existir através do Estado.Apesar das diferenças culturais de cada país,creio que de acordo com o que chamam de globalização,os problemas também se tornam parecidos no mundo todo na vida do trabalhador.

O que acham dessa volta repentina do THRASH/CROSSOVER?

Felipe - Acho bom que se tenha espaço pra maior diversidade musical possíve,só acho negativo,e que existe,algumas bandas em que o visual thrash se torna o mais importante.Isso não é o principal,ainda prefiro alguém que faça um som que eu não curto tanto mas tem o que dizer(e aí o som se torna mais interessante e agradável) do que uma banda de thrash que se aproxima do estilo que eu gosto mas que os caras só se importam com o tenis de cano alto e patches de bandas velhas.Bandas como Violator,Deathraiser,Bandanos e Jackhammer tem muito a dizer. O lance é que o underground ensina muito e as pessoas podem aprender e mudar de opinião,ver que temos que ser unidos nisso que a gente de underground se não o que a gente faz(a cena inteira)pode morrer,como zillhões de outras coisas que vem e vão porque era coisa de moda repentina.
Outro dia vi uma entrevista de uma banda brasileira falando que o underground não existe... realmente,se você acha que banda e empresa capitalista,underground não existe mesmo. Agora se você acha que é uam coisa libertadora - e que passa longe dessa coisa de mercado - aí underground existe como manifestação de contra-cultura contra o que seria uma cultura oficial,do mundo como ele é,ou seja,de um mundo filha da puta cheio de desigualdade e fascismo.

Em relação à cena de São Paulo,o que vocês tem a dizer?

Felipe - São Paulo é assim,ao mesmo tempo que tem tudo,não tem nada.É cisade grande onde o que importa é dinheiro,e que todas as atividades culturais são mediadas pelo dinheiro.As pessoas quase não se encontram mais na rua pra beber alguma coisa e conversar.
Aí bombam trezentos bares de rock por exemplo,voltados à explorar o quea rede globo chamaria de ''tribo'' do rock.E pior que as pessoas caem nisso as vezes,então shows underground tem 50 pessoas e bares de banda cover estão lotados.Ultimamente tem acontecido coisas importantes,tipo uma união maior do pessoal do hardcore e o metal,com shows mistos,o que importante.Tirando o fato de como se toca as notas,que é de forma diferente,todo mundo é igual,também pega aquele busão lotado pra ir trampar.Aí vemos que há possibilidade no horizonte de fazer isso crescer e ter mais consciência e união. Mais ainda temos muito a aprender em relação às cenas de outros lugares. Aqui existem muitas bandas boas que fazer o underground,de varios estilos diferentes,e eu vou cita-los aqui: Busscops,Positive Youth,Nuclear Frost,Infamous Glory,Madhouser,Jackhammer,Criminal Mosh,Defy,Social Chaos,Bomb threat,
F.H.C.,Discarga,Bandanos,Justiça,Infected e Pink Dolls,todos tem seu jeito de ser,são excelentes bandas e fazem a coisa caminhar.




Contato: brainthrash@gmail.com

As demos do Braindeath já chegaram pra TWO BEERS,quem tiver interessado em adquirir essas belezinhas,já vai estar na banca por apenas 5 Pilá!



Lanna C.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Baba de Sheeva e Tirei Zero




Baba de Sheeva
HC+THC = Legalize Crossover
Banda formada em 2009,por quatro loucos,Baba de sheeva,tem letras relacionadas a álcool,religião e maconha e mais maconha!
Sem muito tempo de banda,Baba de Sheeva conquistou coraçõezinhos de quem gosta de um bom Crossover.
A banda conta com Richard(vocal/Guitarra ),Totonho(Baixo),Rafael(Bateria),Fabim(Guitarra)
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Download: Legalize Crossover




-
demo



Tirei Zero
Zero na prova e cinco e meio na vida!
Levando descompromisso, música velha e pretensão de não ir pra muito longe a sério, um professor casado, um estudante nerd de direito e dois indecisos - um mais que o outro, é verdade , se juntam pra brincar de tocar hardcore de meninx, sem nada de novo e sem muita intenção de aderir ao que quer que seja em se tratando de modernidade. quem ainda prefere jogar futebol e andar de skate pra manter o espírito vivo e desviar a nota zero que a escola e a vida te dão, vai entender de prontidão o que a banda quer passar; mas, se você é daqueles que vende os sonhos por dinheiro e não almeja mais que trabalho sem vida própria, pedimos que tire o terno, se desligue da vida de mentira por uns minutinhos e embarque nessa sensação de friozinho na barriga e ansiedade que só mostrar a nota 0 em trigonometria pra mãe pode dar!
A banda conta com Pedrinho(vocal),André(Guitarra),Bruno(Baixo) e Júlio(Bateria)
Saiu a Demo do Tirei Zero,quem tiver vontade de adiquirir mande um email para:juliowcm@gmail.com
Myspace





Lanna C.

sábado, 26 de junho de 2010

C(h)oice - Horário Nobre

Choice - Demo (1999)

















Eis que liberamos a demo do finado C(h)oice!!!!

Pra galera mais nova que começou a colar na cena de uns 3 anos pra cá isso é apenas mais um trabalho de arqueologia, porém pra quem viveu a chamada "Geração Cantoria" as lágrimas vão correr soltas.... Voltemos então a 1999, talvez o ano decisivo da cena rock em Goiânia. Foi nesse ano que as coisas tomaram o rumo que levou a cena a perpetuar por uma década toda. Foi em 1999 que se fincou a pedra fundamental da cena Goiana e em meio a Pau no cus e panelas duas formas de se pensar e agir tomaram força a partir daquele ano e nada mais foi o mesmo por aqui.

É desnecessário contar mais uma vez a história que todo mundo já sabe. Portannto vamos nos focar na parte que ficou apenas na memória dos que viveram. Em janeiro de 1999 os distintos e mui respeitosos professores Luiz Eduardo e Luiz Gustavo, juntamente com o sr. Janderjans e um cidadão que atendia pela alcunha de Didi, membros da banda Impeto organizaram no Cantoria uma série de shows ao longo desse ano que foram eternizados pelo nome de "Domingão da Brodage", festival esse que abriu as portas para uma série de bandas que renovaram o cenário local, surgindo assim toda uma nova geração de bandas. Algumas delas em atividade até hoje! Nomes novos e díspares como Self, Corja,Elet,Impeto,Against,Senores,Ps&co. Ataq, Cancerígena,Osni,Kundaline e Choice juntamente com velhos de guerra como Murder,Desastre e Neurose Urbana formaram a cena hardcore de Goiânia como se conhece nos dias de hoje. Apesar da gritante diferença dos dias de hoje, pois tínhamos uma cena muito mais engajada e política do que atualmente; zines apareciam aos montes, o espaço entre as bandas era usado pelas pessoas que queriam expressar sua opiniao e pensamento sobre as coisas mundanas que realmente incomodavam. Éramos uma juventude com voz e a letra do Choice diz tudo: "Sigo meu caminho, minha própria opinião. Sem se importar com os outros, sem violação!"

Estando situados no contexto histórico, passemos ao C(h)oice. A banda foi formada em 1999 por Guilherme Tell (guitarra), Rodrigo "China" Kenji (vocal), Magrão (baixo) e Mucão (bateria) e logo já conseguiu a apreciação de toda a cena. Esta demo é o único registro oficial da banda e foi lançada por essa formação nesse mesmo ano. Durante todo o resto da existência da banda, os planos de grava as novas músicas sempre estiveram na cabeça dos integrantes, porém, infelizmente tudo que deixaram foi um videoclipe (da música Horario Nobre) em 2001,e uma música gravada "Gosto = Cu" em 2006. De 99 até 2007 a banda mudou de som e de formação e com essa mudança se estabeleceu como uma das mais pesadas e criativas bandas que já existiram em nossa cena. Com a entrada de Marconi (ex Loki) na segunda guitarra e Marcão Vovó no baixo (que depois iria tocar no Against), o antigo baixista Magrão saiu e anos depois se juntou ao Ressonância Mórfica, além de ter montado o estúdio OZZ.


O hardcore cru dessa primeira demo foi aos poucos se tranformando em um crossover espantoso na qualidade das composições e letras. Elementos de thrash metal e pos-hardcore somaram à agressividade da banda e ai fudeu.... melhor banda do estilo em Goiânia! Porém o C(h)oice, que nessa época acrescentou o parênteses no nome da banda, não era uma banda muito requisitada fora dos parâmetros da Two Beers, muito em parte pela lenda dos caras terem recusado um convite da Monstro pra tocar no Goiânia Noise e de problemas pessoais de um dos donos da produtora com um dos membros da banda. Mas ainda assim fez vários shows lendários em festivais como Miscelânea e Brutal Fest, além de tocar bastante no finado Maqna Rock. A banda atravessou quase uma década sendo uma grande referência, até seu último show no aniversário da Hocus Pocus de 2007. A foto postada aqui é da última formação da banda: Guilherme,Marconi,China,Mucão e John (ex Murder e atual Dom Casamata). Até hoje muita gente espera o retorno da banda, inclusive alguns de seus integrantes sempre falam sobre essa possibilidade. Porém só o tempo dirá....

Então vai ai um verdadeiro clássico de oito canções de hardcore sujo no melhor estilo Cantoria!

TRACKLIST:

VIVENDO E APRENDENDO
VENHA E FAÇA
PATRIOTAS
MINHA OPINIÃO
IMUNDO SUBMUNDO
EVOLUÇÃO DESTRUTIVA
DISSIMULADOR DE ALIENAÇÃO
CAPITAL FDP

DOWNLOAD

Ae galera das antiga: quem ainda tiver a demo do Choice lembra pra gente o nome dela e a ordem das músicas!!! Valeu ao DD do Against pelo resgate!!!

Clipe de "Horário Nobre"


http://www.youtube.com/watch?v=ZUKr5BFin_8

sexta-feira, 18 de junho de 2010



R.I.P José Saramago & Garry Shider


José Saramago

Em 1972 e 1973 fez parte da redação do Jornal “Diário de Lisboa”, onde foi comentarista político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural da publicação. Entre abril e novembro de 1975 foi diretor-adjunto do "Diário de Notícias". Desde 1976, ele vivia exclusivamente do seu trabalho literário.

A popularidade internacional veio em 1982, com “Memorial do Convento”, prestígio que consolidou com obras como “A Balsa de Pedra” (1986), “A segunda vida de Francisco de Assis” (1987), “História do cerco de Lisboa” (1989) e o “Evangelho segundo Jesus Cristo” (1991).

Em 1993, pelo que dizia ser perseguição religiosa dado o tom polémico de suas obras, que se chocaram com representantes da Igreja Católica e a proibição da publicação de seus romances em Portugal, Saramago fixou residência em Lanzarote (Ilhas Canárias, Espanha).

Ganhador do Prémio Camões em 1995, Saramago iniciou no mesmo ano a publicação da trilogia formada por "Ensaio sobre a cegueira”, “Todos os nomes” e “Ensaio sobre a lucidez”. Em 2008, iniciou um blog, “El cuaderno” (o caderno) e no ano passado apresentou seu último romance, “Caim”.

O escritor português José Saramago morreu aos 87 anos em sua casa em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, nesta sexta-feira 18/06/2010.

"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma."

José Saramago


Garry Shider
, lendário integrante dos coletivos Parliament e Funkadelic, morreu nesta quarta, 16, por conta de complicações decorrentes de câncer no cérebro e no pulmão.


No dia 25 de março deste ano, Shider foi encaminhado a um hospital em Maryland, onde ele morava, após sofrer o que, a princípio, parecia ser um derrame. Ele logo foi diagnosticado com câncer. Um grupo formado pela família, amigos e fãs criou o Garry Shider Medical Fund, visando arrecadar a verba necessária para cobrir as despesas do tratamento médico do guitarrista, por meio de shows beneficentes. Um dos eventos estava agendado para o dia 10 de julho, em Bloomfield, Nova Jersey, e contaria com o Living Colour e o tecladista Bernie Worrell, companheiro de Shider no Parliament e no Funkadelic.
"Nos últimos quatro meses, Garry lutou todos os dias contra a doença, para que pudesse fazer o que mais amava, que era retornar aos palcos", escreveu um dos membros do Garry Shider Medical Fund, no site da equipe. No comunicado, ainda consta um agradecimento às pessoas envolvidas na Sweet Relief, uma instituição de caridade que auxilia financeiramente músicos com problemas de saúde.

Conhecido pelos fãs como Star Child e Diaper Man - este último por ter o costume de se apresentar nos shows usando uma fralda -, o ex-membro da banda de funk United Soul integrou o Funkadelic no clássico álbum Maggot Brain, de 1971, e o Parliament em Up for the Down Stroke, de 1974. O guitarrista é detentor dos créditos da maioria das composições de ambas as bandas lideradas por George Clinton. "Obrigado, Garry, por tudo que você fez. Para sempre botando para foder", escreveu Clinton, em seu site oficial.

Sob o comando de George Clinton, o Parliament e o Funkadelic eram duas bandas - de mesmos membros - que mesclavam funk e rock, fazendo muito sucesso nos anos 70 e originando o termo P-Funk (relacionado à maneira particular como tocavam). Até a doença ter sido diagnosticada, Shider era um dos integrantes da formação original que ainda tocava no grupo.

sábado, 1 de maio de 2010

Entrevista Os Canalhas, Por Carolina Tulim



















Sim a banda mais estrela do nosso cast também tem espaço no beerblog. Ai está a entrevista na íntegra que virou matéria no Diário da Manhã de 1/05/2010. Feita pela nossa querida Carolina Tulim que é fã confessa da banda há vários anos.... Leiam ai a tosquera e Muito AMOR no coração de vocês!!!!

Como os integrantes se conheceram? Qual foi o primeiro contato de vocês?

Segundo: Bom, nós nos conhecíamos antes de montar a banda. O Heavy tocava no Hash, o Bicudo no OSNI e eu no Corja (onde continuo tocando até hoje). Éramos colegas de cena, íamos nos shows e algumas vezes nossas bandas tocavam juntas. Aí nos encontramos na UFG, eu fazia Filosofia e o Bicudo e o Heavy faziam o finado curso de Rádio & TV. Apareceu um evento num comitê político e ninguém quis tocar, então tivemos a brilhante idéia de montar uma banda de cover de música brega pra irritar o público underground. Deu tão errado o nosso esquema que tocamos até hoje... Era pra ter acabado naquele primeiro show.

A formação dos Canalhas sempre foi essa, ou fora as garotas, que entraram depois, algum outro integrante entrou/saiu?

Segundo: Tínhamos um vocalista antigamente, mas ele saiu pra comprar cigarro e nunca mais voltou. Dizem que andaram vendo ele penteando macacos lá no Piauí.

Heavy: Inclusive ele saiu pra comprar cigarro duas vezes, já que teve um show uma vez numa extinta casa de shows em que ele apareceu, subiu no palco no meio de música, cantou e sumiu de novo.

Tirando as atividades da banda, quais as outras atividades de cada um? Formação, idade, atividade profissional e características de vocês.

Segundo: O Heavy tem um zine e um blog, eu tenho um selo (Two Beers or not Two Beers) e o Bicudo tem um salão de festas.

Qual foi a iniciação musical de cada um? Quando aconteceu?

Segundo: Todos nós 3 começamos batendo cabeça no DCE da UFG.

Heavy: Acredito que todo mundo da banda sempre ouviu muito qualquer tipo de música desde moleque, aquele lance de herança musical que você vai herdando da família. Agora se iniciação musical da pergunta é pro lado do rock, acho que foi na base da maloqueragem nas ruas mesmo. Desde a primeira fase do Martin Cererê no início dos anos 90, amigos de colégio, shows no DCE da UFG e da Católica e Praça Universitária, as tramóias que rolavam na Hocus Pocus, a garimpagem nos sebos do Centro, muito fanzine, Bizz e Rock Brigade, o lance de pesquisar um som e esperar meses pra conseguir o cd... Isso tudo foi criando raiz na nossa mente desde a adolescência e acho que é o que fazemos até hoje, só que com as facilidades proporcionadas pela internet, o que na minha opinião tirou um pouco a graça da coisa toda.

Quais são as principais influências da banda? Essa brincadeira que vocês fazem com as letras bregas, românticas e cafonas combina com o gosto pessoal de cada um ou não passa de deboche, escárnio?

Segundo: Claro que adoramos música brega. Se existe deboche o escárnio é com os roqueiros. Não gostamos de roqueiros... ehheheehh. Na verdade pra poder entender nossa onda eu sugiro aos leitores se familiarizarem com as obras do filósofo Theodor Adorno e ler umas 10 letras de bandas punk. Utiizamos os clichês da Indústria Cultural os repetimos de forma que as pessoas possam rir de sua própria ignorância. Tem também algo de político e subversivo no conceito estético da banda. É algo sobre como as pessoas necessitam de um rótulo para poder se encaixar na sociedade. Quebramos esses rótulos e subvertemos o purismo musical tanto do lado roqueiro quanto do lado das músicas populares como forma de crítica à mercantilização da arte , à indústria fonográfica e a mídia de massas. Somos contra o mito do sucesso e o sucesso instantâneo que transforma a música em mero produto para ser descartado depois que inventam uma nova moda ou tendência. Tanto o brega quanto o rock pesado são estilos marginalizados pelos setores elitistas e formadores de opinião, mas que possuem um enorme apelo popular e fidelidade dos fãs.

Heavy: Quando eu era moleque, o que mais se ouvia em casa era a Rádio Riviera e o paradão de sucessos que misturava música brega e B-rock. O que a gente assistia na TV era o Sílvio Santos, o Chacrinha e o Clube do Bolinha. É lógico que chegou aquela época de ouvir os medalhões do rock, heavy metal, música eletrônica, hardcore etc., e essa bagagem toda virou uma massa homogênea de influências que não deixa brechas para o radicalismo musical. Inclusive, é lance é como o Segundo disse mesmo, nós temos Os Canalhas até hoje porque nós gostamos de irritar os roqueiros radicais de Orkut.

Tem músicas próprias? Qual o conceito que norteia as composições?

Segundo: Temos algumas músicas próprias sim, são músicas de amor no mesmo estilo que tocamos as nossas versões, letras bregas e rock pesado. Não fazemos muitas músicas porque não queremos o título de hitmakers. Tocamos no limiar entre a diversão e o profissionalismo. Nosso compromisso é com o público, não com a mídia e as gravadoras. E de certa forma as versões que fazemos de músicas alheias acabam se tornando tão diferentes da original que acabam virando música nossa. Há todo um cuidado em versar essas músicas. Utilizamos várias referências da cultura pop tanto nas canções como na estética da banda. Já fizemos dois filmes que passaram na Mostra Trash num horário bacana com referências humorísticas e cinematográficas que vão desde Monty Python a Sílvio Santos, de Slayer a Ângelo Máximo, juntamos os baluartes do popular e do cult, misturamos o "lixo cultural" com o "cult" e cuspimos de volta na cara das pessoas.

Já tem disco gravado? Quanto tempo o trabalho levou pra ser concebido? E envolvidos em gravação e produção?

Segundo: Assim como motorista bêbado, nós não somos obrigados a depor contra nós mesmos. Não quero fazer o teste do bafômetro do ECAD.

Heavy: Estamos envolvidos com a gravação de um cd que nunca é ensaiado, de um DVD ao vivo que nunca acaba de ser editado, e com a produção da terceira parte da trilogia cinematográfica, que já tem roteiro pronto e tudo, mas os atores viajaram a compromissos profissionais para Hollywood ou viraram evangélicos. Então por enquanto a gente está incomodando as pessoas só em cima de um palco onde alguém nos deixa tocar.

Qual foi a ideia por trás da entrada das meninas na banda? O que mudou com a entrada delas?

Segundo: Ora, o que mudou é que agora podemos encenar um remake da novela do SBT "Éramos seis" e também fazer concorrência com o Titãs. Também o fato de termos mulheres na banda faz com que as pessoas gostem mais da gente. Infelizmente o machismo ainda está arraigado em nossa sociedade e acabam colocando o lance das meninas em destaque. Mas não somos machistas, somos canalhas e existe uma diferença bem grande entre os dois termos. Não queremos ser associados com essas bandas que colocam as mulheres pra rebolar no palco. As tratamos com igualdade, elas são cantoras tão ruins quanto nós somos músicos ruins, ninguém na banda quer ser sex symbol e não tratamos nossas mulheres como meros objetos para obter reconhecimento. É nada mais que a celebração de amizade e respeito de ambas as partes. É isso que conta!

Heavy: A entrada das Canalhetes só veio abrilhantar ainda mais o nosso espetáculo. Agora a idéia maquiavélica “por trás da entrada das meninas na banda” é que elas são tão canalhas quanto a gente, tem os mesmos gostos profanos em relação à música e cultura pop, e não ficam pagando de estrelas do rock goiano. Elas já nasceram estrelas do rock goiano!


Baixe: Os Canalhas Devem Morrer (2005)

tracklist:

1- Injete Amor na sua veia

2- Punk Rock de Amor

3- Jen está morta (Jen is dead- Descendents)

4- Identifique-se por favor

5- Eu não quero seu amor

6- O amor e o poder (The Power of Love- Air Supply/Rosana)

7- Loiras Geladas (RPM)

8- Já Sei Namorar (Tribalistas)

9- Vou de Taxi (Angélica)

10- A Última Canção (Paulo Sérgio)

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Entrevista com Fat Mike (NOFX) sobre o show do Cokie the Clown


Fat Mike é uma das figuras mais respeitadas do punk rock mundial. Além de um humorista nato sob suspeita, Mike é famoso por sua peculiar mistura de humor ácido e política esquerdista e sua banda, o NOFX é famosa também pelo bom humor que sempre leva à seus shows. Porém, no festival South By Southwest desse ano, ele fez uma apresentação solo marcada exatamente pelo oposto. Com seu alter-ego Cokie the Clown, um palhaço deprimido, Mike pegou um violão e fez um set acústico e ainda por cima fez o público beber sua própria urina misturada com tequila, fato que foi parar até em programas de fofoca dos EUA. O que temos aqui é a entrevista dada após esse triste concerto.


Quase um mês depois a Alternative Press conseguiu uma entrevista com Fat Mike a respeito do show, e você vê a tradução na íntegra roubada do blog Tenho Mais Discos Que Amigos!

A entrevista original, em Inglês, está aqui.

Aproveite:

“Cokie The Clown” foi originalmente um B-side do último álbum do NOFX, Coaster. Quando você soube que daria vida ao personagem?
Todo mundo conhece o engraçado, bêbado Fat Mike. Cokie é o oposto: triste e meio sóbrio. Cokie The Clown é problemático. Cokie é… “Nem tudo irá dar certo”. Cokie é Lady Macbeth. Depois que Cokie se envolve em gulpa e vergonha, ele faz malabarismo com frutas… Quando ele ganhou vida? Quando eu estava segurando gentilmente o travesseiro sobre a cara dela.

Quando o show do Cokie foi anunciado no festival South By Southwest desse ano, houve muita especulação sobre como exatamente seria sua performance. Quão cedo no processo você soube o que faria?
Ao contrário do NOFX, que não têm ideia do quer fará todas as noites, o show do Cokie foi detalhadamente orquestrado. Eu bolei e ensaiei exatamente a mesma performance mais ou menos uma semana antes do show. Ver a reação de todo mundo ao show foi a melhor parte. Metade das pessoas achou que eu havia perdido minha cabeça. Meu plano funcionou perfeitamente. Muah-hahaha!

Você ensaiou na frente dos funcionários da Fat Wreck uma semana antes. Algum deles tentou fazer com que você desistisse de alguma parte do show?
Não, mas a maioria deles estava espantada. Eles me disseram que depois que eu saí, eles ficaram conversando a respeito durante horas e debatendo se minhas histórias foram muito pesadas. A história de “presenciar um estupro” foi a que mais chocou o pessoal. É a que mais teve discussão online. O maluco disso tudo é como as pessoas ficaram bravas. Todo mundo me chamou de idiota porque eu não fiz nada pra evitar o estupro. No começo dos anos 80, a cena punk de Los Angeles era a mais violenta do mundo. Espancamentos e facadas e estupros aconteciam toda hora. Não era certo. Não era divertido. Não era legal, mas era nossa realidade. Muita merda aconteceu… Nem sempre você pode fazer a coisa certa em uma zona de guerra. Eu sinto culpa? Sim. Eu me arrependo de minhas ações? Nem um pouco.

O show foi descrito por muitos como ao estilo “Andy Kaufman”. Isso foi uma comparação que você estava procurando?
Na verdade, realmente foi ao estilo “Andy Kaufman”. A diferença é que ele chorava no palco. Eu fiz outros chorarem… e beberem meu mijo.

Um debate gigantesco apareceu online desde sua performance, pra saber a autenticidade das suas histórias, pois muitos o acusaram de inventá-las ou aumentá-las. Você estava falando a verdade o tempo todo?
Eu não apareci lá pra entreter o público. Eu queria fazer algo que as pessoas nunca tinham visto antes. Eu queria fazer exatamente o oposto do que as pessoas esperavam. Eu queria tocar as pessoas e desapontá-las. Eu queria ser brutalmente honesto e sincero. Ouça as histórias e me diga que eu não estava falando a verdade.

Os assuntos da sua apresentação variaram desde sufocar sua mãe em seu leito de morte até não ajudar um companheiro de quarto suicida. Obviamente o conteúdo dessas histórias foi intensamente pessoal e às vezes complicados de serem ouvidos–o que te convenceu a compartilhar esse seu lado?
Eu só queria fazer algo diferente. Depois que eu confirmei o show, eu não fazia ideia do que faria. Só tocar violão? Muitas pessoas já fazem isso. Então eu abri o baú e compartilhar algumas das mais terríveis e pessoais experiências da minha vida.

Houve alguma história que você pensou em contar mas desistiu porque elas eram gráficas demais?
Sim, houve algumas. Tem a história do ácido na Carolina do Sul, a história do skinhead em Minnesota, e a do clube de Sadomasoquismo em Fukuoka, Japão, onde todos nós juramos segredo.

Alguns membros da audiência levaram pro lado pessoal e o atrapalharam durante suas histórias, eventualmente fazendo com que você voltasse atrás. Por que você acha que eles responderam dessa maneira à sua performance?
Porque eles se sentiram super desconfortáveis e esquisitos e não podiam lidar com os assuntos falados. Parecia que a maioria do público só ficou lá parada, embasbacada. Foi ótimo vê-los do palco… Eu acho que eles estavam esperando bons tempos em um show tipo do NOFX e ao invés disso eles ganharam um “extintor de empolgação”.

Lá pelo final da sua performance, você mencionou que queria acabar seu set com uma “nota bacana”, antes de um membro da audiência te interromper pedindo que você fizesse um drink chamado White Russian pra ele, o que fez com que você contasse uma história diferente. Qual era a história que você contaria originalmente?
Eu realmente queria acabar com uma nota bacana. Tomar leite de uma vaca é muito mais nojento que tomar leite de uma mãe humana… e eu tenho uma queda por vodka. Eu bebi um White Russian ( nota do brógui: White Russian é uma bebida que mistura vodka com leite e foi celebrizada no filme dos irmãos Cohen, o Grande Lebowski, de 1998. Assistam o filme!!!) completo com leite tirado dos seios de uma mulher e contei toda a história graficamente. Como isso pode não ser terminar com uma nota bacana? Meu único arrependimento é que não havia gelo [no drink].

Nos dias imediatamente após a performance, videos do seu show foram apagados do YouTube assim que eram postados. Levando em consideração que essa era uma performance outdoor, aberta ao público e não um evento privado ou apenas para convidados, porque a vontade de escondê-lo?
Esse foi um show pessoal entre o público e eu. Eu não quero minhas histórias íntimas e músicas simbolizadsa pela gravação do celular ruim de algum moleque. Nem tudo deveria ser acessível.

Obviamente, o maior blá-blá-blá sobre sua performance foi o truque de mijar na Tequila que você passou pra cima de alguns membros da audiência que nem suspeitavam. O que provavelmente parecia uma brincadeira de mal gosto acabou fazendo com que você fosse parar no site de fofocas TMZ.com e aparentemente fez com que você fosse banido da casa de shows Emo’s Annex, onde o evento aconteceu. Conta pra gente, a urina era real?
Sim, a urina era real.

Foi dito que essa foi uma performance de uma vez só, mas considerando a quantidade de mídia que você recebeu depois do fato, seria fácil reconsiderar. A pergunta de um milhão de dólares é: O Cokie The Clown vai voltar aos palcos algum dia?
Não é uma questão de um milhão de dólares. Eu não sou ganancioso. Eu definitivamente consideraria prostituir o Cokie por cinco dígitos, eu não preciso de sete. Mas há um problema: o elemento surpresa já se foi. Agora todos sabem o que esperar. O Cokie pode ter que se aposentar em seu auge.

Show do Cokie the Clown

Tracklist:

1- The Decline (final)

2- My Orphan Year

3- Piss

4- The Man i Killed

5- Cokie the Clown

6- La Pietá

7- Dig

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Video do show:




Cokie The Clown EP (2009)

tracklist

1- Cokie The Clown
2- Stright Outta Massachussets
3- Fermented and Flailing
4- Codenpendence Day
5- My Orphan Year (acoustic)



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segunda-feira, 12 de abril de 2010



R.I.P Malcolm McLaren

Dia 8 de abril morre um ícone que nem todos conhecem,mas a sua marca ficou gravada na cabeça de muita gente,é muitos ainda vão ficar.

Malcolm McLaren nasceu 22 de janeiro de 1946,criado no subúrbio pós-segunda guerra em Londres.

Malcolm na sua adolescência começou a ter problemas com seu padrasto e resolveu sair de casa.

Com uma vida turbulenta, sem apoio dos pais e sozinho, Malcolm começou a desenhar e produzir roupas, e acabou montando uma boutique com sua parceira da época a designer Vivienne Westwood, mas que acabou desistindo de sua loja por problemas com freqüentadores dela ,mas continuou desenhando roupas para produções teatrais e cinematográficas.

Em 1972 em uma convenção de boutiques ele conheceu o NEW YORK DOLLS e 3 anos depois acabou desenhando o figurino deles,com símbolos soviéticos tentando os promover,mas acabou não dando tão certo.

Em 1975 logo após a tentativa frustrada de promover o NEW YORK DOLLS com um figurinos loucos e estranhos,no mesmo ano McLaren começou a gerenciar o THE STRAND,que pouco tempo depois veio a tona como SEX PISTOLS.

Seu ajudante Bernie Rhodes,encontrou Johnny Rotten,um jovem com roupas rasgadas e cabelos verdes.Com toda aquela novidade McLaren se impressionou com a aparência e atitude daquele rapaz,e o convidou pra uma audição como novo vocalista.Rotten aceitou a proposta e se juntou a banda que foi renomeada com THE SEX PISTOLS,e Bernie Rhodes tempos depois virou empresário do The Clash.

Em 1977 foi lançado o primeiro disco ‘’GOD SAVE THE QUEEN’’ ,durante uma das semanas mais importantes do ano o Jubileu de prata da rainha Elizabeth II .

A banda lançou pouco tempo depois o famoso álbum ‘’NEVER MIND THE BOLLOCKS e o HERE’S THE SEX PISTOLS’’ em em 1977 e realizou seu último show no Reino Unido para começar uma turnê pela América no começo de 1978.

Na turnê a banda se separou depois de vários problemas internos.Logo após isso,McLaren foi acusado pelos membros da banda,por má administração e de não repassar o dinheiro para a banda.

McLaren disse que havia planejado toda trajetória do SEX PISTOLS mas não conseguiu concretizá-la .

Com peleja McLaren manteve os direitos dos SEX PISTOLS,só que McLaren não contava com a astucia de Jonhn Lydon recorreu para conquistar os direitos e toda remuneração que não foi paga por McLaren durante a trajetória da banda.

McLaren em 83 resolveu lançar o ‘’DUCK ROCK’’,um álbum um estilo que misturava batucadas africanas e Americanas com um hip hop.

O álbum teve uma aceitação boa pelo público,algumas musicas entraram para o top dez no Reino Unido, (‘’Double Dutch e Buffalo Gals’’).

Depois do alvoroço com ‘’DUCK ROCK’’ ele começou a trabalhar com música eletrônica e ópera,em 1984 ‘’Madame Butterfly’’,alcançou ótimas posições,depois disso o produtor do single,Stephen Hague,ficou muito conhecido pelo trabalho com McLaren,e começou a ser bastante procurado pelo público techno pop da época.

A carreira solo de McLaren.,principalmente o ‘’Duck Rock’’ foi regravado por outros artistas,e várias bandas se deram bem se influenciando por McLaren,Eminem,Mariah Carey e várias outras,influenciados pelas misturas de gêneros que Mclaren fazia.

McLaren que não conseguia ficar quieto em 2006 ajudou Paul Gorman na publicação do livro ‘’The look: adventures in Rock & Pop Fashion.

No ano de 2000 haviam especulações de que McLaren poderia ser eleito prefeito de Londres,embora em uma pesquisa ele não tenha conseguidos votos suficientes.

Novamente em 2000 sem conseguir ficar quieto,McLaren foi um dos produtores para adaptação cinematográfica de ‘’Fast Food Nation’’,que estreou em 2006 no festivel de Cannes.

Mas a morte chega pra todos né,e McLaren morreu quinta-feira 8 de abril de 2010,de mesotelioma uma forma muito rara de câncer,em Nova York,mas seu corpo foi transportado para Inglaterra,onde esta sua família,éeee ADIOS McLaren... R.I.P

O cara era um grande picareta,mas era o nosso picareta !


Lanna Carolina